Inquérito apura desvio de remédios de secretaria de Teresópolis, sete pessoas foram detidas
Inquérito apura desvio de remédios de secretaria de Teresópolis, sete pessoas foram detidas16/Mar, 17:49 Por Clarissa Thomé Rio, 16 (AE) - A prefeitura de Teresópolis, na região serrana do RJ, instaurou hoje comissão de inquérito administrativo para investigar um grupo de funcionários do setor de distribuição da Secretaria Municipal de Saúde, acusados de desviar medicamentos de distribuição gratuita do estoque da prefeitura. O grupo teria agido durante pelo menos três meses e os remédios eram vendidos em farmácias da região. O esquema foi denunciado em ligação anônima ao prefeito Mário Tricano, no início da semana. Ontem (15) sete pessoas envolvidas foram detidas e pelo menos uma está foragida. Homens do serviço reservado da Polícia Militar munidos de informações sobre os lotes de medicamentos, percorreram diversas farmácias de Teresópolis. Em cinco delas - Max Mix, União, Titular e drogarias do Porto e do Povo - os policiais encontraram cerca de 150 caixas de Sustrate (para o coração), o tranquilizante Diazepan e remédios para gastrite, como Ramitidina e Simetidina. "Esses medicamentos estavam faltando nos postos de distribuição da cidade", afirmou o comandante do 30º Batalhão da PM, tenente-coronel Paulo Roberto Mathiel. Seis donos de farmácia foram detidos e apontaram o representante comercial José Carlos Rolla como o homem que fornecia os medicamentos. Rolla foi preso em flagrante. Na delegacia, o representante comercial contou que recebia o remédio de um funcionário aposentado da Secretaria de Saúde, identificado como José Maria, que está foragido. "Pelo comportamento desesperado de alguns funcionários diante do caso e pelos bens adquiridos, incompatíveis com o salário deles já chegamos a outros suspeitos", afirmou o secretário de Assuntos Jurídicos, Francisco Canto. O secretário de Saúde, Paulo Comandaroba, afirmou que ainda não teve como calcular o prejuízo à prefeitura. Ele determinou que seja feito um levantamento do estoque do município, dados que serão cruzados com os receituários médicos retidos nos postos de distribuição. Com isso será possível saber o que e quanto foi desviado pela quadrilha. Francisco Canto garante que menos de 10 funcionários fazem parte da quadrilha. Por falta de provas, os suspeitos não puderam ser exonerados e serão transferidos do setor, mas continuarão sob investigação.





