Agência Estado
De Brasília
A corregedoria-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) abrirá inquérito para apurar a cobrança de propinas por policiais rodoviários nas estradas do País. O diretor-geral da PRF, Lorival Carrijo da Rocha, determinou a instauração do inquérito com base em denúncia feita pelo jornal ‘‘O Estado de S. Paulo’’, no domingo. Na denúncia, o motorista Josué Melcheret, o Ferrugem, afirma ter pago R$ 20,00 a um policial do posto da PRF de Uberaba (MG) para prosseguir viagem ao Pará com a carreta carregada de cloreto de sódio.
Ao passar pelo posto da PRF em Uberaba, Ferrugem teria sido abordado por um policial que, após a vistoria na carreta exigiu do motorista o comprovante de curso do Senai para transporte de cargas perigosas, o que é obrigatório. Ferrugem tinha um documento falso. Identificada a ilegalidade, o policial teria advertido que ele (o motorista) corria risco de ser preso e o chamou para acompanhá-lo até o posto rodoviário, onde teria pago a propina.
Carrijo defende ainda a abertura de inquérito contra quem paga propina. ‘‘Quem recebe e dá propina deve ser punido com o mesmo rigor’’, reconhece Carrijo, garantindo que a PRF agirá com rigor nesse caso de Uberada e nos demais que forem denunciados. Nos últimos quatro anos, a PRF abriu 2.580 processos contra policiais e demitiu 53 dos acusados.
PesquisaOntem, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) iniciou, com cinco equipes, a quarta Pesquisa Rodoviária. Esse trabalho, que ficará pronto em outubro, servirá para avaliar o estado geral de conservação das rodovias do País, e custará R$ 70 mil aos cofres da entidade. A CNT avaliará 40.779 quilômetros de estradas federais e 4 mil de estaduais, o que corresponde a 79,4% da malha viária nacional.

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