Inquérito apura acidente que matou família
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Londrina - O delegado titular da Delegacia de Trânsito de Londrina, Jayme José de Souza Filho, instaurou ontem inquérito policial para apurar a causa e responsabilidade do acidente que matou o sargento do Corpo de Bombeiros, Ronaldo Goes Costa, 48, a esposa, Sílvia Goes Costa, 45, o filho, Sílvio Goes Costa, 14, e o genro, Alex dos Anjos Lima, 24. Todos estavam no automóvel Corsa Classic, placas ALQ 6630, de Londrina, conduzido pelo sargento, que foi atingido de frente por uma caminhonete F-100 com placas de Londrina, dirigida por Robson Bandeira, 33. O acidente ocorreu por volta das 20h30 de sábado no km 8 da PR-545 (Rodovia Carlos Strass, entre Heimtal e Warta). A família estava indo para uma festa de 15 anos nas proximidades do local onde ocorreu o acidente.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a F-100, dirigida por Robson Bandeira, tentou uma ultrapassagem e bateu na lateral de um Astra, com placas de Bela Vista do Paraíso. O motorista do Astra, João Luis Júnior, 40, conseguiu desviar para o acostamento e a caminhonete acabou colidindo de frente com o Corsa do sargento Ronaldo. Todos os ocupantes morreram no local.
A filha do sargento, Larissa Goes Costa, 19, que também estava no veículo, teve politraumatismo, cortes na face e trauma crânio-encefálico moderado. Ela passou por uma cirurgia na face ainda na manhã de domingo. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Evangélico, o quadro de saúde de Larissa é estável e possivelmente passará por uma outra cirurgia na face. Ela ainda não sabe o que ocorreu com a família. O motorista da F-100 e mais dois ocupantes não se feriram com gravidade e foram encaminhados para o Hospital da Zona Norte e Hospital Universitário e, posteriormente, liberados. Os ocupantes do Astra não se feriram e foram liberados no local.
De acordo com a PRE, Bandeira não portava a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no momento do acidente e fez ultrapassagem em local proibido. Bandeira também teria se recusado a fazer o teste do etilômetro (bafômetro). O delegado já ouviu uma pessoa que reside próximo ao local do acidente e o condutor do Astra. Filho deve ouvir o motorista da F-100 na tarde de hoje. Serão ouvidos os envolvidos no acidente e eventuais testemunhas, informou o delegado. Ele também aguarda o recebimento do boletim de ocorrência de trânsito formalizado pela Polícia Rodoviária, Instituto de Criminalística, e laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML) os quais ajudarão na instrução do inquérito. Se confirmada a responsabilidade pelo acidente, Bandeira poderá ser indiciado por homicídio culposo (sem inteção de matar).
Dirigir inabilitado é uma das infrações mais comuns registradas pelo Departamento de Trânsito (Detran). Só em 2008, 34.308 multas foram aplicadas em todo Estado para condutores inabilitados, destas, cerca de 3 mil em Londrina. Se flagrado sem habilitação, o condutor é notificado, penalizado com uma multa gravíssima (multiplicada por cinco) e terá o veículo retido no local ou encaminhado ao pátio do Detran caso apresente alguma irregularidade. Conforme o titular da Delegacia de Homicídios, a imprudência e a negligência são as maiores causas dos crimes de trânsito.


