Inpe pode desenvolver satélite geoestacionário
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de setembro de 1999
Por Júlio Ottoboni 
São José dos Campos, SP, 23 (AE) - O Inpe estuda a possibilidade de desenvolver um satélite geoestacionário, pertencente à categoria dos aparelhos espaciais de grande porte e alta tecnologia. A revelação do projeto inédito foi feita pelo diretor-geral do instituto, Márcio Barbosa.
Segundo ele, as equipes técnicas do centro de pesquisa estudam a possibilidade técnica de desenvolver esse novo equipamento e ainda não definiram qual será sua aplicação. "Temos algumas possibilidades, entre elas a de ser um satélite meteorológico ou destinado ao controle do tráfego aéreo", afirmou.
O satélite geoestacionário é caracterizado por manter-se numa órbita fixa, permanecendo sempre sobre um determinado ponto. Isto seria uma novidade dentro do programa espacial brasileiro, que contempla satélites de sensoriamento remoto, de coleta de dados ambientais e científicos. Todos de órbita elíptica equatorial ou polar.
A produção de um equipamento com esta qualificação colocaria o Brasil numa situação privilegiada no restrito meio técnico-científico espacial. O que facilitaria novas associações com grandes potências do setor, como as estabelecidas com a China e a França. Barbosa disse que esse satélite deverá ser utilizado para uma cobertura territorial completa, englobando também áreas sensíveis como a Amazônia. " É provável que logo o governo federal faça esse anúncio", comentou.


