São José dos Campos, SP, 29 (AE) - O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) descartou hoje a possibilidade de enviar seus técnicos ao pólo norte, na base suíça da Agência Espacial Européia. Essa hipótese foi temporariamente afastada após os engenheiros do projeto do Satélite de Aplicações Científicas (Saci-1) terem detectado uma falha em uma chave eletrônica inteligente na parte interna do aparelho. Esse problema só poderia ser resolvido com o aparelho em solo ou por uma reinicialização total dos sistemas operacionais do satélite por queda de energia nas baterias.
O problema identificado é no fusível do sistema de interface entre a potência e o computador de bordo, o que impede Saci recebe e responda aos telecomandos enviados da Terra. Os técnicos continuam a enviar telecomandos para o satélite em cada passagem sobre o território brasileiro, sendo duas pela manhã e duas durante a noite. A trajetória da órbita do satélite continua normal e os painéis solares convertendo energia solar para o funcionamento de suas funções. A expectativa dos técnicos é conseguir um desligamento proposital do satélite dentro de 90 a cem dias, quando o grau de inclinação em relação ao Sol será alterado e os painéis terão menor insolação, o que deve facilitar a perda de energia pelas baterias internas.
A reinicialização do aparelho no espaço pode trazer a configuração correta de seus sistemas, exatamente como acontece com um computador pessoal. Amanhã (30), tem início os testes ambientais no Saci-2 no Laboratório de Integração de Testes (LIT), começando com as avaliações de termovácuo. No início da próxima semana, o Inpe realiza os testes de vibração no equipamento. O satélite deverá seguir para a Base de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão, no próximo dia 07. O Veículo Lançador de Satélites (VLS), produzido pelo Centro Técnico Aeroespacial (CTA), colocará o satélite em órbita na segunda quinzena de novembro.

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