Brasília, 27 (AE) - O satélite científico Saci-1, lançado no último dia 14 de outubro, junto com o Cbers-1, estava numa posição bastante desfavorável, por ser um "carona". Na verdade, o satélite foi construído para aproveitar a disponibilidade de espaço no foguete chinês e, por isso, deveria realizar diversas manobras complexas antes de entrar em contato com a base terrestre.
Logo que entrou em órbita, por exemplo, seu computador de bordo teria de se ligar sozinho, abrir os paínéis solares, interromper o giro do satélite sobre si mesmo para iniciar uma rotação no sentido oposto e estabelecer contato com a base terrestre. Como qualquer computador, pode ter travado na tentativa de realizar tantas tarefas ao mesmo tempo. O simples desligar e ligar de um botão provavelmente resolveria o problema
se o computador estivesse no solo.
Em órbita, o reboot depende da entrada do Saci-1 na sombra da Terra: desprovido de energia solar, o computador deve desligar, para religar assim que sair do eclipse. "Neste momento, esperamos recuperar o contato com o satélite e já estamos todos a postos para a manobra", assegura Márcio Nogueira Barbosa, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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