INPC: alimentos foram destaque de alta
Rio, 11 (AE) - A alta de 2,92% dos alimentos foi a maior responsável pela inflação de 1,29% em fevereiro, medida pelo INPC, de acordo com o IBGE. Em janeiro, os alimentos haviam aumentado apenas 0,90%. Os destaques foram farinha de trigo (16 10%), óleo de soja (14,44%), café (11,82%), pão doce (8,45%), pão francês (8,34%) e carnes (6,26%). Os produtos não alimentícios tiveram variação de 0,56% em fevereiro, índice apenas 0,02 ponto percentual superior ao de janeiro.
Neste grupo, os aumentos de destaque foram os dos carros novos (5,71%), álcool (5,61%), gasolina (3,61%), artigos para reparos (3,49%), aparelhos de TV e Som (3,28%) e gás de bujão (2 36%).
O IBGE informou que a pequena alta da produção industrial de janeiro, em relação a dezembro, não deve se repetir nos próximos meses, que estarão influenciados pelas mudanças no cenário econômico. A ligeira alta observada é um reflexo provável do movimento de reposição de estoques, especialmente na área de eletrodomésticos, e da volta das férias coletivas montadoras, segundo o instituto. A síntese dos dados da produção industrial de janeiro, de acordo com o IBGE, é que, no confronto com o mesmo mês no ano passado, está demonstrada uma redução geral, com os segmentos de bens de capital e bens de consumo duráveis liderando esta tendência negativa.
A taxa do IPCA de fevereiro, de 1,05%, foi 0,24 ponto percentual menor do que a do INPC por causa da menor participação dos produtos alimentícios na estrutura de despesa das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. Famílias com esta faixa de rendimento são a base para o cálculo do IPCA, enquanto o INPC é relativo às famílias com rendimento entre um e oito salários mínimos. No caso do IPCA, a alta nos últimos 12 meses passou de 1,65%, em janeiro, para 2,24%, em fevereiro. O índice acumulado nos dois primeiros meses do ano é de 1,76%, maior do que o mesmo período em 1998, que foi de 1 17%.





