Inocêncio rebate críticas de FHC à paralisia do Congresso
Brasília, 22 (AE) - O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, rebateu hoje as críticas feitas ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso ao Congresso por intermédio do articulador político e ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. "A apatia do Congresso não é causa, é efeito das crises frequentes", respondeu Inocêncio à declaração de que o presidente estaria insatisfeito com a paralisia do Congresso. "Os especialistas calcularam que houve 18 crises nos últimos 6 meses. Será que o presidente quer criar a 19ª?", questionou, dizendo que o presidente não foi feliz na declaração e que FHC deveria entender que o Congresso nacional tem trabalhado "muito bem".
Inocêncio reconheceu que algumas crises foram criadas pelo próprio Legislativo, mas advertiu que não seria bom para o País o surgimento de uma nova crise entre os poderes Executivo e Legislativo. "Só faltava essa", disse referindo-se a possibilidade de uma nova crise. Segundo Inocêncio, seria bom para a harmonia dos poderes a paz e a tranquilidade. Inocêncio criticou com mais ênfase o ministro das Comunicações, que segundo ele conhece as dificuldades do Congresso e não poderia ser porta-voz de uma crítica como essa. "Desta vez o Pimenta pisou na bola", afirmou Inocêncio, lembrando que o ministro Pimenta da Veiga foi designado articulador político do governo com o objetivo de acabar com as crises entre os partidos da base governista.
"O homem que ia acabar com as crises agora criou uma"
afirmou. O líder do PFL diz que conversou na semana passada com o presidente Fernando Henrique e esse lhe informou que pretende reunir os líderes da base governista em agosto para definir as prioridades do governo para o segundo semestre. Segundo ele, o presidente quer prioridade para a votação da reforma tributária e da lei de responsabilidade fiscal. Inocêncio informou ainda que neste mês apenas deverá ser votada a lei de diretrizes orçamentárias, entre os projetos de interesse do governo. Ele disse que indicou o deputado Carlos Melles (PFL/MG) para ser o relator da proposta de orçamento geral para o ano que vem.





