Inmet prevê grandes enchentes
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sábado, 16 de dezembro de 2000
Agência Estado De Brasília 
O verão, que começa no próximo dia 21 poderá causar grandes enchentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. As chuvas nesses estados poderão ultrapassar as médias de 1992 quando também ocorreram enchentes. A projeção é do Instituto Nacional de Meterorologia (Inmet), que divulgou ontem a previsão para o verão para as diversas regiões brasileiras.
Segundo o chefe da Divisão de Metereologia Aplicada do Inmet, Expedito Rebello, as chuvas serão intensas na Região Sudeste até o próximo dia 21. Em algumas áreas da Região, as chuvas poderão durar até 20 dias. Rebello aconselha as pessoas que vão sair de férias nessa época do ano a terem cuidado com as estradas, que poderão ter o tráfego interrompido com a queda de barreiras e destruição de pontes. Pelas nossas projeções, vamos ter um réveillon chuvoso, explica.
O Inmet também prevê chuvas de granizo, com ventos fortes e trovoadas, na Região Sul, e períodos de estiagem que duram de 7 a 15 dias em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. Na Região Nordeste, as chuvas deverão ser intensas nas áreas do semi-árido e norte, enquanto no Norte do País as chuvas devem ocorrer acompanhadas de ventos fortes e raios. Em algumas áreas da região, o Inmet prevê chuvas com até 48 horas de duração.
A intensificação das chuvas se dará, segundo o Inmet, porque o verão 2000/2001 não terá a influência dos fenômenos climáticos La Niña, esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico e El Niño, fenômeno oposto que é o aquecimento das águas do Pacífico. Sem eles, as chuvas serão acima do normal e beneficiarão a agricultura, principalmente na Região Sudeste. Será um dos melhores verões para a agricultura, prevê o presidente do Inmet, Augusto Athayde. Ele explicou ainda que o prognóstico prevê regularidade de chuvas na maioria dos estados, com exceção de Mato Grosso do Sul, que apresentará em algumas áreas chuvas irregulares e abaixo do normal.
Outro fator que causará o aumento de chuvas no Brasil, no período de janeiro a março, é o deslocamento de águas mais frias para as proximidades da costa do Equador, no Oceano Pacífico. O fenômeno, que permitiu uma oscilação de 0,5º a 1,0 grau centígrado, vem sendo verificado pelo Inmet desde o início de dezembro. Segundo Rebello, essa redução de temperatura provoca um fenômeno chamado de neutralidade da água, beneficiando o Brasil com o aumento das chuvas.


