INJETÁVEL
O maior impacto do seminário certamente foi a decisão estratégica e política de se iniciar programas de troca de seringa dentro dos presídios, disse Ricardo Kuchenbecker, coordenador da política de DST-Aids de Porto Alegre. O Presídio Central da cidade deve abrigar a primeira experiência. A escolha tem motivos: com 2.100 presos, o Presídio Central tem cerca de 20% de seus detentos com Aids ou HIV, quase todos por uso de drogas. Também se pode dizer que ali o trabalho já começou: nos últimos anos, técnicos do programa de redução de danos da prefeitura já vêm ensinando presos a lavar suas seringas. À frente das oficinas de injeção limpa para os presos está Domiciano Siqueira, que coordena o programa de Porto Alegre e é o fundador da Associação Brasileira de Redução de Danos





