As obras de reforma da Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, vão atrasar. De acordo com o Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), o problema foi causado pela demora no processo de licitação, que deveria ter sido concluído até outubro. Mas as propostas só foram abertas em novembro, mês anteriormente previsto para o início da obra.
Isso ocoreu porque duas das cinco empresas que concorriam foram desclassificadas por causa de irregularidades em documentos junto ao INSS e ao DNER. Mas essas empresas entraram com recurso e foram readmitidas no processo.
Como a empresa vencedora, a Teledutos, de São Paulo, foi conhecida somente no dia 13 de novembro, as obras devem começar até o final do ano. A empresa vai receber R$ 822 mil para promover melhorias nos 552,40 metros da ponte.
A reforma da ponte está sendo feita em duas etapas. Na primeira, já concluída, foi feita a substituição da tela que separa a pista da calçada para a passagem de pedestres - a um custo total de R$ 90 mil.
Na segunda fase, vai ser feita a pintura de toda a estrutura, inclusive os pilares de sustentação. Para a pintura da ponte, que tem 70 metros de altura, serão gastos 30 mil litros de tinta.
A etapa mais difícil na reforma será a substituição das oito juntas de dilatação (pequenas fendas utilizadas na construção de grandes obras para suportar impactos e altas temperaturas), quando o trânsito na ponte permanecerá em apenas meia pista durante 45 dias.
Passam por dia na ponte 18,4 mil veículos e 30 mil pedestres. A previsão é de que as obras durem 180 dias. A Ponte da Amizade é um dos principais corredores de exportação do Mercosul e há anos Brasil e Paraguai estudam construir uma outra ponte para ligar os dois países, entre Presidente Franco e Foz do Iguaçu.Ney de SouzaA etapa
mais
difícil
na reforma
será a
substituição
das oito
juntas de
dilatação,
quando o
trânsito
na ponte
permanecerá
em apenas
meia pista
durante
45 diasJosé Russo
Especial para a Folha

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