Iniciativa prevê produção organizada
Curitiba - A nova proposta de reforma agrária apresentada ontem em Curitiba leva em conta um completo estudo de viabilidade econômica, explicou o presidente do Incra, Rolf Hackbart. ''A análise leva em conta o solo, o clima, o impacto ao meio ambiente, a organização da produção para possibilitar o desenvolvimento do assentamento'', explicou.
O superintendente do Incra no Paraná, Celso Lacerda, disse que até agora a única preocupação era com geração de renda. A nova proposta de reforma agrária muda isso. ''Mas é preciso levar em conta toda a infra-estrutura, a saúde, educação'', disse.
A proposta agradou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), os proprietários da Fazenda Araupel e pessoas ligadas às questões agrárias. ''A solenidade de hoje (ontem) é um marco na reforma agrária'', afirmou um dos coordenadores do MST no Paraná, Roberto Baggio. ''Se trata de um latifúndio de uma grande empresa, que era objeto de conflito permanente e que agora passará a ser área de produção de orgânicos, alimento saudável e rentável'', observou.
O representante da Araupel nas negociações, Luiz Roberto Ceron, disse que o governo federal não pode mais fazer reforma agrária pensando apenas em distribuir terra. ''É preciso uma proposta que viabilize o crescimento econômico'', ressaltou.
O governador Roberto Requião (PMDB) se comprometeu a construir no novo assentamento escolas, destacamentos da Polícia Militar e Polícia Civil e escritório da Emater. ''Será um acampamento exemplar, com todos os recuros tecnológicos'', destacou. R.F.





