São Paulo, 26 (AE) - Nem a colocação da catraca eletrônica mais próxima do motorista - para tentar coibir o não-pagamento das passagens - conseguiu inibir os que estão decididos a andar de ônibus gratuitamente. O fato de os ônibus trafegarem quase sempre lotados impede que os motoristas vêem o que acontece.
O office-boy D.O.S., de 15 anos, não tem nem dúvidas quando entra num ônibus que tem catraca eletrônica. "Pulo mesmo", contou. "Economizo e compro um lanche."
O presidente do sindicato dos condutores, Gregório Poço, disse que a ausência dos cobradores estava fazendo com que desaparecesse o "respeito" dentro dos ônibus. "Há mulheres sendo desrespeitadas porque o cobrador acabava controlando um pouco a situação."
Nos trólebus, a catraca eletrônica não tem sido um problema
de acordo com a Assessoria de Imprensa da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Dos 4.137 trólebus, apenas 195 têm o dispositivo. Esses ônibus percorrem o corredor que liga São Mateus, na zona leste, ao Jabaquara, na zona sul, mas, de acordo com a empresa, não há evasão de receita.

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