Ingleses fazem os primeiros porcos transgênicos clonados
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quarta-feira, 11 de abril de 2001
France Presse De Londres 
A firma britânica que clonou a ovelha Dolly, PPL Therapeutics, anunciou ontem o nascimento dos primeiros porcos transgênicos clonados do mundo. Cada um dos cinco porcos dispõe de um marcador genético introduzido em sua estrutura DNA, explicou a PPL em um comunicado. Trata-se de um passo suplementar em relação ao anúncio feito no ano passado pela PPL da produção dos primeiros porcos clonados do mundo, já que desta vez os porcos foram produzidos a partir de células geneticamente modificadas, detalhou o comunicado.
A PPL realizou, junto com os cientistas do instituto escocês Roslin, a primeira clonagem a partir de uma célula adulta de mamífero, em 1997: a ovelha Dolly. O interesse da clonagem transgênica dos porcos está em criar animais desprovidos de um gene específico que, em caso de transplante de órgãos no homem, provoca a rejeição desses órgãos.
O nascimento destes porcos clonados representa mais um importante passo para atingir o objetivo da firma PPL, ou seja, criar porcos modificados cujos órgãos e células possam ser transplantados com sucesso a seres humanos, afirmou a firma britânica.
O xenotransplante, ou seja, o transplante de órgãos de uma espécie para outra, é a única solução a curto prazo para a escassez mundial de órgãos. Os porcos são a espécie mais adequada para os xenotransplantes, acrescentou, explicando que isso se deve a seu tamanho e composição genética. Segundo a PPL Therapeutics, os testes clínicos podem começar dentro de quatro ou cinco anos.
Na Espanha, cientistas iniciaram uma pesquisa para clonar um bode montês (bucardo) e recuperar esta subespécie, extinta no ano passado na cordilheira dos Pirineus (Norte da Espanha), informou ontem o chefe do projeto, José Folch. O primeiro objetivo do projeto é elaborar a tecnologia de clonagem partindo de células de cabras. Serão usadas como doadoras cabras montesas procedentes da província de Teruel (Norte), por serem as mais parecidas geneticamente com o bode, cujo último exemplar, uma fêmea, morreu no ano passado. Amostras de diferentes tecidos do animal foram retiradas para guardar células, cultivadas e preservadas em nitrogênio líquido.


