A solução para afastar os pássaros (entre eles, os urubus) da região do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, pode estar numa pesquisa do ecossistema da região iniciada há três meses pela Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero).
A pesquisa, coordenada pela bióloga Miriam Farid, foi anunciada ontem por Luiz Antônio Ayres Neto, chefe de Divisão de Prevenção e Emergência da Infraero. Segundo ele, esta iniciativa faz parte de um conjunto de medidas para afastar os pássaros: evitar focos de lixo, tratar o esgoto, cortar grama.
Em torno do aeroporto e nas regiões próximas à pista usada pelos aviões há urubus. Neto admitiu que eles são motivo de preocupação. ‘‘Aves de grande porte em torno de aeroporto representam risco de acidente’’, disse.
Domingo passado, em Teresina (PI), o piloto de um Fokker-100 da TAM foi obrigado a pousar num aeroporto particular por causa de urubus no aeroporto.
Segundo Neto, mediante pesquisa semelhante à realizada em Guarulhos, a Infraero encontrou solução para o problema criado por duas mil gaivotas que se concentraram há um ano no aeroporto de Curumbá (MS). O trabalho concluiu que a formação de um terreno coberto de areia em área distante do aeroporto, com algumas aves empalhadas, é a saída para atrair as gaivotas e afastá-las dos aviões.
Em Guarulhos, os urubus voam em locais de rota de aeronaves. O movimento no aeroporto é de uma média de 500 pousos e decolagens por dia e de 35 mil passageiros.

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