Infraero quer mais rigor em vistorias
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quinta-feira, 17 de agosto de 2000
Das Agências 
A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) está alertando os aeroportos internacionais para que fiquem mais atentos na vistoria dos passageiros para o embarque. A medida foi tomada após a entrada de assaltantes armados no Boeing 737/200 da Vasp, anteontem, no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, que possui detector de metais.
De acordo com a coordenadora de comunicação interina da Infraero em Brasília, Fernanda Lima, a empresa está aguardando a conclusão da investigação da Polícia Federal para saber como os armamentos foram embarcados no avião. Estava tudo operando corretamente no aeroporto de Foz do Iguaçu. Com a investigação veremos se houve alguma falha no sistema de segurança para então tomarmos as providências necessárias, disse.
Segundo Lima, os 23 aeroportos internacionais brasileiros seguem as normas de segurança válidas em todo mundo. O mesmo, porém, não acontece com os aeroportos domésticos, que não são obrigados a fazer a revista de passageiros para o embarque.
Ainda segundo a assessoria de comunicação da Infraero, a fiscalização dos aeroportos é feita pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) e pela FAA (Federal Aviation Administration), baseado em acordo entre Brasil e Estados Unidos. Isso porque as autoridades norte-americanas exigem esse tipo de dispositivo para liberar vôos até o seu país. A manutenção do sistema de segurança é feita pela Infraero, quando os aparelhos apresentam problemas.
O ministro da Justiça, José Gregori, afirmou ontem que não está provado que as armas usadas no sequestro tenham entrado na aeronave durante o embarque de passageiros. É possível que o armamento tenha sido levado para dentro do avião durante a sua limpeza ou no embarque da alimentação.
A assessoria da Infraero informou que o investimento em novos equipamentos previsto para este ano é de R$ 9 milhões. No ano passado foram gastos R$ 7,5 milhões. O custo de operação anual dos detectores de metais e aparelhos de raio-X, incluindo a mão-de-obra, é de R$ 20 milhões. Parte dos funcionários encarregados da segurança é terceirizada, mas esse não é o caso do aeroporto de Foz do Iguaçu. A legislação brasileira não obriga a instalação de detector de metais, de acordo com a assessoria de imprensa.


