Infraero prevê redução imediata de voos cancelados
O superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Londrina, Marcus Vinícius Pio, confirmou que a autorização do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) para que o Aeroporto José Richa realize decolagens em teto restrito deve reduzir imediatamente os atrasos e cancelamentos dos primeiros voos da manhã em situações de mau tempo. O procedimento está liberado desde as 21 horas do último dia 10.
"O procedimento evita a retenção das aeronaves que pernoitaram no pátio e o acúmulo de passageiros no saguão do aeroporto que ficam no local aguardando a decolagem", afirmou. Por dia, entre quatro e cinco aeronaves passam a noite na pista do aeroporto de Londrina.
Pio avaliou que 70% a 80% dos problemas relacionados aos atrasos e cancelamentos das decolagens provocados pela neblina serão solucionados mesmo com a neblina, mas a partida depende de visibilidade mínima horizontal de 600 metros. "A partir de agora, o aeroporto pode ficar fechado para pouso e aberto para decolagem", esclareceu.
Para o superintendente, o processo de desapropriação e demolições das residências no entorno do aeroporto e outras melhorias foram fundamentais para a liberação das saídas com teto restrito. "A retirada dos obstáculos foi muito importante para a autorização do Cindacta. A zona de proteção é um passo em direção à instalação do ILS (Instrument Landing System) após a conclusão das desapropriações", comentou.
* O teto e a visibilidade são as variáveis meteorológicas essenciais para as operações de pouso e decolagem de um aeroporto
* Os investimentos para instalação do ILS devem chegar a R$ 78,8 milhões; contrapartida da Infraero é de R$ 48,8 milhões
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





