Londrina - Assim que parte da Avenida Salgado Filho e os 44 terrenos do lado sul do Aeroporto Governador José Richa Filho, em Londrina, que serão desapropriados oficialmente em audiências na Justiça Federal na próxima semana, forem entregues para a Infraero, a área será cercada e todos os obstáculos, como casas e postes, serão retirados. A informação é do superintendente da Infraero em Londrina, Marcus Pio. Com essa mudança a ''operacionalidade do aeroporto vai melhorar em 50%'', afirmou Pio.
Conforme ele, pilotos poderão realizar decolagem sem teto requerido. ''É um procedimento que permite decolagem mesmo com teto baixo (menor visibilidade)'', explicou. A desapropriação no lado sul servirá para que o aeroporto cumpra exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Essa foi uma das razões para que este lado, que abrange casas e terrenos na Avenida Salgado Filho, fosse desapropriado primeiro. O custo da primeira fase da desapropriação é de R$ 9 milhões - com recursos do governo estadual.
De acordo com o juiz federal Gilson Inácio, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos, Mediação e Cidadania (Cejuscon), que promoverá de 14 a 17 de maio audiências pré-processuais de conciliação entre o Município e a Infraero e os desapropriados, a expectativa é de que 100% dos atuais proprietários aceitem os valores oferecidos por seus imóveis. ''A avaliação se aproxima muito do preço de mercado'', afirmou. Conforme ele, os moradores receberão o valor 15 dias após a audiência conciliatória. ''Não precisarão pagar Imposto de Renda, corretagem. (Ou seja) O dinheiro é limpo, o que é muito vantajaso'', declarou.
Seis juízes farão as audiências, que serão realizadas na Justiça Federal. Depois de receberem o dinheiro os proprietários tem 90 dias para deixar os imóveis.
A Folha noticiou ontem que praticamente todos os proprietários de 44 terrenos estavam satisfeitos com o valor da desapropriação. Mesmo que algum morador não aceite o valor oferecido, Inácio explica que o processo de desapropriação não será afetado. ''Não atrasa. O proprietário não pode se insurgir contra desapropriação porque é um caso de utilidade pública. Só pode discutir o preço'', explicou.

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