Buenos Aires, 07 (AE-ANSA) - O general paraguaio Lino César Oviedo, da reserva, estaria envolvido com o narcotráfico segundo um suposto informe da agência antidrogas dos EUA, a DEA. O informe da DEA é assinado por Nils Scott, datado de 3 de agosto de 1995. A informação foi divulgada hoje (07) pelo ex-deputado argentino Franco Caviglia. Ele pertence ao partido Ação pela República, do ex- ministro Domingo Cavallo, atualmente em terceiro lugar nas intenções de voto para as presidenciais do próximo dia 24.
Para Caviglia, o fato de Oviedo estar ligado ao narcotráfico anula seu direito ao asilo já que ele não seria um perseguido político e sim "um criminoso comum". Segundo o documento as atividades de Oviedo com o narcotráfico datam de 1974. A embaixada norte-americana em Buenos Aires até agora não comentou o assunto.
O documento foi entregue ontem por Caviglia à Justiça e reproduzido pelo jornal La Nación, em sua edição de hoje. A Justiça escolheu para tratar do caso o juiz argentino Jorge Urso, o mesmo que investiga a venda ilegal de armas argentinas à Croácia e ao Equador.
Caviglia entregou o documento acompanhado pelos deputados paraguaios Luis Mendoza, do Partido Encontro Nacional (PEN), do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), que integram o governo de unidade nacional do presidente Luis González Macchi, do Paraguai.
Hoje, o ministro do Interior argentino Carlos Corach voltou a defender o asilo concedido a Oviedo pelo presidente Carlos Menem. Ele também aproveitou para criticar o presidente González Macchi.
Segundo Corach, o presidente estaria perdendo popularidade no Paraguai. Corach disse que recentemente um jornal paraguaio comparou o presidente ao ex-mandatário argentino general Leopoldo Galtieri, que iniciou a Guerra das Malvinas, em 1982. O ministro disse ainda que recente pesquisa mostrou que a popularidade do presidente paraguaio caiu de 75%, quando em março substituiu Raúl Cubas, para os atuais 22%.

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