Informação fundamental para superar Síndrome
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quinta-feira, 20 de março de 2008
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Acabar com o preconceito contra a disfunção genética é um dos principais desafios para pessoas com Síndrome de Down e familiares. Ontem, membros da Associação Reviver Down comemoraram o 3º Dia Internacional da Síndrome de Down com uma manifestação na Boca Maldita, no centro de Curitiba.
Quem passou pelo local, recebeu material informativo e pôde comprovar momentos de inclusão dessa parcela da população, por meio de uma exposição de fotografias, que mostrava, por exemplo, uma campeã de natação com Síndrome de Down. Outra exposição mostrava quadros pintados por jovens com Down.
''O mais importante é a informação. É importante o médico explicar de uma forma generosa para a mãe o que é ter a síndrome. A partir daí ela vai ter contato com outros pais, vai atrás de mais informações, vai colocar o filho em uma escola que sabe receber essa criança, que terá muito mais chances de se desenvolver'', diz a fonoaudióloga Josiane Bibas, diretora da Associação Reviver Down, criada há 15 anos.
Nanci Palmieri de Oliveira, pediatra responsável pelo ambulatório do Hospital de Clínicas (HC), que atende exclusivamente pessoas com Down, e mãe de uma garota com a síndrome, Mariana, de 20 anos, ressalta a importância da estimulação precoce para que o bebê com Down possa desenvolver suas potencialidades. ''Não existe uma pessoa com Down, existem pessoas bem ou pouco estimuladas'', diz.
Segundo a pediatra, o bebê que recebe os estímulos necessários, com auxílio de serviços de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia motricional, tem grandes chances de se tornar uma pessoa ''bem próxima do normal''. A filha Mariana, por exemplo, dança hip-hop, pinta quadros, cursa o 2º grau e ainda trabalha em uma escola auxiliando os professores no horário de recreio.
Segundo Josiane, as pessoas com Down contam, hoje, com uma boa estrutura de atendimento na rede pública, tanto na área da saúde como na educação. A própria associação dispõe de serviços, que vão desde o atendimento ao recém-nascido, ambulatório para crianças e grupos de discussão sobre a inclusão.
Serviço: Mais informações no site www.reviverdown.org.br


