Além da inflamação das artérias coronárias, a doença pode causar formação de aneurismas arteriais, problemas neurológicos, comprometimento de vias aéreas e artrites. Se curadas, as crianças precisam ser avaliadas até a fase adulta.
O diagnóstico da doença é difícil e frequentemente confundido com o de outras doenças, principalmente as virais, porque têm sintomas comuns como: febre prolongada, conjuntivite e dermatites na pele.
Existem casos da doença em lactantes que não são alimentados exclusivamente com leite materno e em adolescentes -mas são mais raros. A doença de Kawasaki tem maior predominância em habitantes de origem asiática. Nos Estados Unidos, por exemplo, são diagnosticados oito casos por dia da patologia.
No Brasil, não existem dados numéricos sobre a doença. Para ser diagnosticada, a criança precisa ter tido febre alta (mais de 40 graus) com duração que varia entre uma a duas semanas, podem chegar a quatro semanas. As meninas podem ter artrite nas mãos, quadris ou tornozelos.
O tratamento da doença depende do estágio em que ela foi diagnosticada. Na fase aguda, preconiza-se imunoglobulina endovenosa associada com aspirina durante duas semanas. O acompanhamento com ecocardiograma é imprescindível. O maior problema nesta doença sistêmica e autolimitada é o envolvimento coronariano, que ocorre em 15 a 25% das crianças não tratadas, percentual que se reduz para 1 a 2% nas que recebem imunoglobulina antes de 10 dias de doença.(L.P.)

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