Inflação no varejo de SP mostra uma ligeira desaceleração.
São Paulo, 28 (AE) - Os preços no varejo do comércio da região metropolitana de São Paulo apresentaram uma ligeira desaceleração (-0,79%) na 3ª semana de junho em relação à semana anterior. Mas no índice quadrissemanal, que é a média dos preços das quatro últimas semanas em relação à média das quatro semanas imediatamente anteriores, a variação foi positiva em 2,02%.
A variação desta semana em comparação com o mesmo período de maio (índice ponta-a-ponta) foi positiva, de 1,89%, mas menor que o da semana passada, que chegou a 2,49%. Os dados são da pesquisa Índice de Preços no Varejo (IPV), elaborada e divulgada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), em parceria com a Agência Estado.
As maiores elevações do índice quadrissemanal ficaram por conta dos artigos duráveis, com alta de 1,96%, dos artigos de vestuário, 5,48% de taxa, dos produtos farmacêuticos e dos veículos novos, com variações de 2,10% e 6,11% respectivamente. Na semana passada, os aumentos já se concentravam nestes itens - com exceção de vestuário - que esperavam uma oportunidade de recomposição das margens de comercialização afetadas pela taxa de câmbio. O setor de vestuários registrou alta em razão de uma forte demanda e por ocasião da preparação do lançamento da coleção de inverno.
A pesquisa FCESP-AE destaca que a entrada em vigor da CPMF e o novo aumento dos combustíveis na semana passada ainda podem contribuir para alguma desaceleração no consumo e menores pressões sobre os preços no varejo. As contribuições sobre inativos e funcionários da ativa da União também foram analisadas. Segundo os economistas da entidade, as contribuições não estão, na prática, em vigor, portanto, não podem atuar de forma restritiva como os outros tributos. "A CPMF está sendo contestada nos tribunais mas parece haver um entendimento no Supremo de que esta contribuição é legal. Estas contestações serão derrubadas certamente, mas o mesmo não se pode afirmar a respeito das contribuições de servidores da União, cujas alíquotas estão sendo consideradas confiscatórias no entendimento dos juizes", avaliam os economistas.
Os destaques de baixa continuam concentrados em autopeças e material de construção, com -0,18% e -0,56% de variação, respectivamente. O grupo alimentos está deixando de ser líder em baixas de preços, mostrando, pela segunda semana consecutiva, taxas positivas de reajuste no cálculo ponta-a-ponta. Durante algum período, o segmento de alimentação ajudou a manter a inflação baixa ou até exibindo índices negativos, tanto no varejo como em outros índices de preços mais amplos. A pesquisa FCESP-AE avalia, no entanto, que essa tendência parece estar desaparecendo.
Durante a pesquisa, uma parcela dos empresários do comércio admitiu que o movimento estava um pouco mais fraco, em 32%, em relação à semana anterior. Este número, nas pesquisas anteriores, tem oscilado em torno de 20%. As promoções continuam sendo feitas em 74% dos estabelecimentos, particularmente em supermercados e farmácias.





