Rio, 3 (AE) - A inflação acumulada para o consumidor na cidade do Rio este ano já chega a 6,84%, como divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas. Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-RJ) foi de 0,56%, o que representa um nível de inflação superior ao de São Paulo, medido pelo Índice de Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que ficou em 0,38%.
A diferença, segundo o chefe do Centro de Estudo de Preços da FGV, Paulo Sidney Cota, pode ser explicada por diversos fatores. A abragência do IPC é ampla, envolvendo famílias com renda até 33 salários mínimos, e, além disso a recessão têm sido mesmo mais forte em São Paulo, o que contribui para uma inflação menor, já que a demanda está mais reprimida.
A inflação no Rio foi pressionada principalmente pela alta de preço dos serviços públicos e dos combustíveis. Mesmo assim, a taxa está em curva declinante, por causa da redução dos custos de habitação, das liquidações de inverno no setor de vestuário e da descompresão dos preços de serviços públicos (apesar de ainda estarem em alta, com variação de 2,12%, ficaram num nível bem menor que o de julho, de 5,10%). A tendência, segundo Cota, é de que a inflação continue no mesmo patamar nos próximos meses.

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