São Paulo, 11 (AE) - A inflação em março poderá ficar entre 1,5% a 2%, já com o aumento no preço dos combustíveis, que representará cerca de 0,2%, anunciou hoje o presidente da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP, prof. Juarez Rizzieri. O economista e deputado Delfim Neto (PPB-SP) concorda com Rizzieri e diz mais: "O IGP-M não pode ser considerado com uma medida do custo de vida, pois mede o preço no atacado e no máximo reflete o câmbio. O que reflete a inflação é a cesta do custo de vida mesmo".
Rizzieri ao analisar o resultado da primeira quadrissemana de março do IPC da FIPE que foi de 1,2% contra a inflação de 1,4% de janeiro, disse que "ainda écedo para afirmar que isso seja uma tendência. Mas de outro lado temos ainda as liquidações de vestuário ou dos alimentos in natura, que puxam para baixo a inflação. Se o câmbio continuar a se ajustar para baixo, em patamares racionais, a tendência é que fiquemos mesmo em março com uma inflação ao redor de 1,5% a 2%. Uma inflação que pode ser classificada como bem comportada".
Delfim Neto disse que "ninguém pode levar a sério o IGP-M para medir a inflação, ela mede o preço no atacado. Até ex-ministros levaram erradamente em consideração o IGP-M. O único indicador do custo de vida mesmo é uma cesta do IPC. É só o que deve ser olhado. O indice de 1,2% na primeira semana de março, mostra que parte da desvalorização cambial já foi absorvida. Teremos apenas um aumento de preço relativo. Um ajuste".
Rizzieri disse que "o resultado da primeira quadrissemana de março mostra claramente que o comércio e a indústria travaram uma dura batalha contra os fornecedores que queriam aumentar seus preços. Há uma melhoria no ar, a sociedade não quer a volta da inflação.

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