Inflação de janeiro deve ser de 0,6%, prevê Fipe
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2000
Por Rosângela Capozoli 
São Paulo, 28 (AE) - O IPC medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) deverá fechar janeiro em 0,60%, ante 0,50% projetado anteriormente. O índice da terceira quadrissemana atingiu 0,56%. A maior oscilação ficou por conta do grupo Educação, com alta de 5,60%, pressionado por matrículas e mensalidades escolares. Esses dois itens já subiram 5,60% e devem fechar o mês com alta de 7%, causando impacto de 0 21 ponto porcentual no índice geral de janeiro.
Para o próximo mês a projeção é otimista. Pelas contas do coordenador da Fipe, Heron do Carmo, o IPC fechará em 0,20%, taxa muito inferior à registrada em idêntico período do ano passado, quando atingiu 1,41%.
Alimentação foi o segundo grupo responsável pela alta do IPC, com alta de 1,02%. "Os produtos in natura provocaram a elevação do índice", afirma. Para se ter uma idéia, as verduras sofreram variação de 13,47%; legumes 3,51% e laranja 3,51%.
Apesar da alta acima do esperado este mês, em fevereiro a inflação deve cair porque o aumento dos gastos com educação esgota-se este mês. A expectativa é que os legumes, frutas, verduras e ovos também exerçam uma menor pressão no índice recuando de 0,16 ponto para 0,10.
"Os preços dos combustíveis deverão se ajustar ao mercado, somados a uma queda no preço da carne de frango que vem se registrando ao longo do mês", afirma o economista. Liquidação no setor do vestuário e queda nos preços dos combustíveis também foram apontados como fatores favoráveis a retração. "Considerando todos esses efeitos 0,20% é um índice razoável para fevereiro", comenta.
No mesmo período de 1999 o IPC ficou em 1,48% ante 0,16% em fevereiro de 1998 e 0,01% no ano anterior. "A alta em fevereiro do ano passado é explicada pela variação cambial", diz Heron.
Nesta terceira quadrissemana, os gastos com habitação subiram 0,20%, com a alta de 1,58%, por enquanto, nas tarifas telefônicas, que deve chegar a 3% até o final de janeiro, quando serão incorporadas os reajustes de novas tarifas
Os gastos com transporte subiram 0,39%, as despesas com saúde aumentaram 0,60%, enquanto as despesas pessoais tiveram queda de 0,22% e o vestuário ficou 0,34% mais barato.


