Inflação anual pode ficar abaixo de 6,5%, diz coordenador do IPC
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quarta-feira, 25 de agosto de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 26 (AE) - O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe), Heron do Carmo, disse hoje que a inflação anual pode ficar abaixo de 6,5%, caso não ocorram novos reajustes de combustíveis. A principal razão de uma previsão menor de inflação para o ano é a desaceleração da alta dos preços dos alimentos e a pressão menor, a partir de setembro, das tarifas públicas no cálculo do índice. O item alimentos que fechou o mês de julho com deflação de 0,30%, deve terminar o mês em alta de cerca de 0,95%, menor, portanto, do que a estimativa anterior da Fipe que apontava alta de 1,5% para o mês.
A queda do ritmo de alta dos alimentos levou a Fipe a rever também para baixo sua previsão para o mês de agosto de 0 90% para 0,70%. A expectativa de inflação menor para o mês deve contribuir ainda para a redução do IPC de setembro que deve ficar em 0,3% contra estimativa anterior do instituto de 0,4%. No item alimentação, o aumento de preço do feijão, que subiu 122% nos últimos 30 dias até hoje, segundo a Bolsa de Cereais, é preocupante, disse Heron do Carmo. O alta do produto no atacado se deve a quebra de safra que só deve ser normalizada daqui a 90 dias.
Segundo Heron do Carmo, os demais itens que compõem o IPC não devem apresentar alterações significativas até o fim do ano. No item transportes, o álcool continua recuando. Caiu 3,56% na terceira quadrissemana de agosto e a gasolina apresentou variação positiva de 3,57%. O vestuário também contribuiu para queda do índice da terceira quadrissemana, de 0,90%, ante o período anterior, quando o IPC apontou alta de 1,13%.


