Infestação do Aedes ameaça municípios
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segunda-feira, 05 de março de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
O índice médio de 9% de infestação do mosquito Aedes aegypti, além de três casos confirmados de dengue em Londrina, levaram a Vigilância Sanitária e várias secretarias municipais a definir estratégias de controle da doença na cidade. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice tolerado de focos do mosquito é de apenas 1%.
A gerente de epidemiologia da Secretaria de Saúde de Londrina, Josimari Sawczuk de Arruda Campos, explicou que acima de 5% já há risco de epidemia explosiva. Temos uma situação extremamente favorável à epidemia de dengue mas graças a Deus não temos quantidade de mosquitos contaminados, diz. Precisamos controlar a infestação de mosquitos.
De acordo com Josimari Campos, de 32 notificações, três casos da doença foram confirmados este ano. Conforme a Vigilância Sanitária, nas regiões central e oeste de Londrina há bairros com focos do mosquito em torno de 16%.
Na próxima semana diversos órgãos municipais vão estar orientando a população no combate à doença. A campanha Londrina Contra a Dengue será lançada na próxima segunda-feira.
Em Santa Fé (47 quilômetros ao norte de Maringá), subiu para 150 o número de casos suspeitos de dengue. O município vive uma epidemia da doença e tem 10 casos confirmados. Só ontem de manhã, cinco casos suspeitos foram notificados pela secretaria municipal de saúde. Além de aplicação de fumacê pela Fundação Nacional de Saúde, a Secretaria Municipal vem desenvolvendo campanhas para conscientizar os moradores sobre a necessidade de retirar dos quintais todo tipo de utensílio que possa acumular água.
Em Maringá, a situação é mais tranquila. A cidade que sofreu uma forte epidemia em 1995 registrando na época 829 casos de dengue, hoje apresenta índice bem mais modesto. Este ano, de acordo com o chefe da vigilância sanitária da Secretaria de Saúde, Gilberto Pucca, apenas quatro casos foram confirmados e há 18 suspeitos. Apesar dos poucos casos, a secretaria vai contratar na próxima semana 85 agentes de saúde para atuar no programa de controle do mosquito transmissor da dengue.
O setor de Endemias da secretaria municipal de Saúde de Cascavel registrou um caso confirmado e outros sete casos suspeitos de dengue nos últimos trinta dias. De acordo com o chefe do setor, Anildo Fagundes, um soldado do 33º Batalhão de Infantaria Motorizada, cujo nome está sendo mantido em sigilo, contraiu a doença depois de uma viagem ao Maranhão.
A médica Josimari Sawczuk alerta a população sobre o risco da administração do medicamento AAS (ácido acetilsalisífico), utilizado como antitérmico. Este remédio influencia na agregação das plaquetas, favorecendo a hemorragia, explica. (Colaboraram Gilmar Agassi, de Cascavel e Lucinéia Parra, de Maringá)


