Um dado assustador. Uma entre quatro mulheres tem HPV. Existem cerca de cem tipos do vírus Papilomavírus Humano, nome científico, e a maioria não é detecta pelo exame ginecológico papanicolau. Dois tipos de HPV, considerados de alto risco, são responsáveis por mais de 98% dos casos de câncer uterino - terceira causa de morte em mulheres com neoplasias (tumores). Os especialistas não falam em cura, mas no controle da doença que tornou-se muito comum entre homens e mulheres sexualmente ativos.

O HPV é uma infecção muito contagiosa, transmitida pelo contato direto com a pele ou membrana infectada, existindo lesões ou não. É a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente no mundo. Os especialistas da área de saúde já identificaram que dos cem tipos existentes, 40 estão localizados na região genital. Em alguns casos, apenas o toque na área afetada, sexual ou não, já é o suficiente para contrair o vírus. Os médicos estimam que 9 milhões de pessoas estão infectadas no País e 80% não sabem.

O diagnóstico não é fácil, como a maioria das DST, existem casos com ausência de sinais visíveis ou sintomas imperceptíveis pelo paciente. A verruga genital é o tipo mais evidente dos sintomas, no entanto, ela aparece em menos de 20% dos infectados. O HPV também pode ser diagnosticado pela existência de outras lesões identificadas por lentes de aumento específicas. E enquanto o vírus ainda não se manifesta, o exame de biologia molecular revela se existe o problema e se pode evoluir para um tumor maligno. ''Os exames de análise molecular servem para saber se o vírus representa alto ou baixo risco, e no caso do PCR (técnica de polimerase em cadeia) descobrir qual HPV a pessoa contraiu'', explica Francisco Ricardo Coelho, médico ginecologista e oncologista do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC).

Alguns sintomas podem indicar, na mulher, o HPV quando não há verrugas aparentes. A coceira e dor durante a relação sexual podem ser o primeiro passo para se pedir ao médico um exame mais detalhado.

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