Infecção na gengiva pode virar endocardite
Há duas gerações de antiinflamatórios. Os da primeira inibem indiscriminadamente duas enzimas que participam do processo de inflamação, COX 1 e COX 2. Aspirina, Cataflam e Feldene estão entre os mais conhecidos. Os remédios de última geração, como Celebra e Arcoxia, inibem principalmente a COX 2.
A consequência disso, segundo a dentista Waenya de Carvalho, é a dificuldade de cicatrização, já que o antiinflamatório da primeira classe inibe a substância que leva células de reparação ao local da lesão. Como eles também inibem a produção do muco que protege o estômago do suco gástrico, o efeito são dores no estômago, hemorragia e úlcera. ''Pesquisas mostram que na década de 90, nos Estados Unidos, aconteceram mais mortes por complicações gástricas que por câncer'', afirma a dentista.
Waenya lembra que não são raros os casos de inflamação causada por bactéria, e que ao invés do paciente tomar antibiótico, usa antiinflamatório. Isso faz com que as células de defesa que estavam 'segurando' a bactéria no local vão embora, e elas migrem para o resto do corpo. ''Não é raro que uma infecção na gengiva tratada com antiinflamatório resulte em uma endocardite, inflamação no coração'', alerta.
A dentista explica que os antiinflamatórios de segunda geração têm inibidor específico para a inflamação, não atingindo o estômago, mas estimulam a formação de trombos e coágulos, que podem levar a um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).(C.P. com Agência Estado)





