Curitiba- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu de maneira preventiva a fabricação, comercialização e uso de todos os lotes do medicamento Neo Zinc, da empresa Inpharma Laboratórios, com sede em Barueri (SP). O produto é um composto de uso hospitalar, à base de zinco, usado em bolsas de alimentos com aplicação na veia. A suspensão, publicada no Diário Oficial de segunda-feira, foi determinada porque foi identificada infecção nas bolsas que continham Neo Zinc, em hospitais de São Paulo e Paraná.
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde e Pesquisa da Secretaria de Estado de Saúde, Luiz Armando Erthal, até ontem havia apenas um ''comunicado de suspeita'', feito por um hospital de Curitiba, de infecção que pode ter sido causada pelo uso do Neo Zinc. Ontem mesmo a Vigilância Sanitária Estadual encaminhou circular a todas as regionais de saúde do Estado determinando que investiguem a ocorrência de casos envolvendo o medicamento e providenciem a apreenssão do medicamento nos hospitais.
''O que existe por enquanto é só uma suspeita'', diz Erthal. Ele explica que sempre que há suspeitas de problemas com algum medicamento, as comissões de infecção hospitalar de cada estabelecimento fazem um alerta, que segue pela Vigilância Municipal, vai para a Vigilância Estadual e desta para a Anvisa. A partir de então, é feita investigação sobre o medicamento.
A proibição é nacional e os lotes estocados nos hospitais não poderão ser usados. A suspensão do medicamento foi determinada depois que a Rede Nacional para Investigação de Surtos e Eventos Adversos em Serviços de Saúde (Reniss) identificou a ocorrência de infecções associadas ao uso de bolsas que continham Neo Zinc, a partir de notificações de hospitais dos estados de São Paulo e Paraná.
As investigações constataram um desvio de qualidade no lote K55008 do medicamento. Segundo a Anvisa, o fabricante já iniciou o recolhimento do lote K55008 do Neo Zinc e alegou que houve contaminação microbiológica do lote.

mockup