Belo Horizonte, 07 (AE) - Dezessete bebês morreram de infecção hospitalar no berçário de alto risco da maternidade Sofia Feldman, em Belo Horizonte, de 1º de setembro até esta semana. A informação foi divulgada hoje pela Secretaria Municipal de Saúde. Em dezembro - depois que oito crianças morreram em apenas 15 dias na Sofia Feldman - o órgão interditou o berçário de alto risco e montou comissão de sindicância para investigar o caso. A maternidade é premiada como "hospital-modelo" pelo Unicef e pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o relatório da comissão, sete bactérias foram encontradas no berçário, entre elas a enterobacter e a cerratia marcescens. Todas são consideradas muito agressivas, resistentes a antibióticos e responsáveis por infecções generalizadas em bebês - sobretudo os nascidos prematuramente ou com algum problema de saúde. A origem das bactérias não foi definida pelos especialistas.
A suspeita inicial, levantada pela direção da maternidade, era de que as bactérias tivessem sido levadas ao berçário por um ou mais recém-nascidos, transferidos de outro hospital. Como isso não foi comprovado na sindicância, a Secretaria de Saúde fará uma "auditoria para analisar mais detalhadamente o assunto".
O Ministério Público abriu inquérito para investigar as mortes e apurar suposta responsabilidade de funcionários da maternidade. Alguns pais denunciaram negligência de enfermeiros e auxiliares, que estaria trabalhando no berçário sem máscaras e luvas.

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