O ministro da Educação, Mendonça Filho, fez a lacração de caminhão que transportou provas do Enem 2017
O ministro da Educação, Mendonça Filho, fez a lacração de caminhão que transportou provas do Enem 2017 | Foto: Aloísio Maurício/Estadão Conteúdo/27-9-2017



Com mais de 6,7 milhões de inscritos em todo o País, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será realizado nos dias 5 e 12 de novembro em 1.725 municípios. Neste ano, os organizadores da prova no Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) adotaram algumas mudanças para dificultar fraudes durante a aplicação do exame.

Conforme a diretora de Gestão de Planejamento do Inep, Eunice Santos, detectores de ponto eletrônico serão utilizados em locais de provas estratégicos em todos os Estados. No ano passado, estudantes fizeram uso do ponto eletrônico para ter acesso às respostas das questões e cerca de dez foram detidos pela Polícia Federal.

Agora com o reforço na segurança, a equipe poderá identificar a emissão de sinais em radiofrequência de WiFi, Bluetooth e celulares. A quantidade de detectores e os locais em que os equipamentos serão utilizados não foram revelados.

Neste ano, as provas e os gabaritos serão personalizados com nome e número de cada inscrito. Para Santos, a mudança reduz a possibilidade de fraude já que a cor do gabarito será a mesma da prova e não poderá ser indicada de forma fraudulenta. "Era uma prática que foi detectada pela Polícia Federal em algumas operações de investigação. Uma pessoa entrava em determinada sala com um certo grau de conhecimento em determinada área e estava com um esquema de escuta e transmissão oculta. Ela fazia a prova e transmitia para um grupo de pessoas, independentemente da cor da prova que a pessoa estava fazendo", explicou. O estudante que estava no esquema preenchia o gabarito e indicava a cor especificada pelo grupo.

A quantidade de detectores de metais também foi ampliada. Ao todo, 67 mil equipamentos serão utilizados em todos os locais de provas, inclusive na entrada e na saída dos banheiros. Parte dos detectores será alugada. A identificação biométrica permanece em 2017. "Todas essas inovações foram implementadas com bastante cautela, com bastante profissionalismo para garantir aos participantes condições ideais para que eles possam ser submetidos a um exame justo e tenham condições iguais e isonômicas para concorrer a uma vaga em uma universidade pública por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), a uma bolsa de estudos mediante o ProUni (Programa Universidade para Todos) ou mesmo a um financiamento pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil)", afirmou Santos.

As provas deste ano estavam armazenadas no quartel do Exército em Brasília. Desde 27 de setembro, as equipes começaram a distribuição para as capitais dos Estados. "Apenas na véspera do exame ou 72 horas antes, conforme o município, as provas saem desses locais e são entregues diretamente nas escolas em que serão aplicadas ou no posto de distribuição dos Correios", destacou. Após a entrega das provas que serão aplicadas no dia 5 de novembro, as do dia 12 permanecerão nos quartéis do Exército.

No Paraná, foram efetivadas 287.828 inscrições para o Enem. O exame será aplicado em 88 cidades do Estado. Em Londrina, foram realizadas 17.455 inscrições. Em Curitiba, 63.036 interessados se inscreveram. Já as pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa também com privação de liberdade podem realizar a inscrição até o dia 20 de outubro. Neste caso, as provas serão aplicadas nos dias 12 e 13 de dezembro.

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