Inep reconhece que avaliação é inadequada
Curitiba - O Inep deixa claro em seu relatório que a metodologia atual do Provão é insuficiente para avaliar a qualidade de um curso. Conclui, ainda, que ''os conceitos são inadequados para orientar políticas educacionais e a sociedade, incapazes de direcionar ações administrativas das instituições de ensino e insuficientes para ranquear cursos''.
Um dos equívocos da metodologia atual é que se utilizam conceitos relativos que resultam na atribuição de A para cursos cuja média obtida no exame está muito distante de 100. Os resultados do Provão deste ano apontam, por exemplo, que a nota 46,3 em administração é A. Já 49,7 em odontologia é D. Em engenharia civil, uma média 50 garante um conceito A, mas em fonoaudiologia, 52,3 é C. Em matemática, 29,4 é A.
Considerando os resultados absolutos por área de conhecimento, os resultados do Provão 2003 revelam que nenhum dos cursos obteve média acima de 80 e apenas 1,5% entre 60 e 80 pontos. Na faixa de nota entre 40 a 60, posicionaram-se 26,7% dos cursos, 58,2% de 20 a 40, e, em 11,9%, a média ficou abaixo de 20. De acordo com a escala relativa, 14,5% obtiveram A, 12,8% B, 41,6% C, 16,7% D e 12,7% E.
O MEC está trabalhando em um novo modelo de avaliação, que deverá ser implantado a partir do ano que vem. Trata-se do Sistema Nacional de Avaliação e Progresso da Educação Superior, que avaliará os processos de ensino e aprendizagem, a capacidade institucional e a responsabilidade do curso com a sociedade em geral. (A.L.)





