Rio - A Federação da Indústrias do Estado do Rio (Firjan) calculou em R$ 300 mil o prejuízo diário das 112 empresas industriais localizadas nos oito municípios que recebem água dos rios contaminados por produtos químicos no noroeste fluminense. De acordo com levantamento da entidade, 21% das empresas pesquisadas paralisaram total ou parcialmente suas atividades por conta do vazamento 83% destas estão fechadas desde segunda-feira. Santo Antônio de Pádua concentra 89% das firmas prejudicadas.
Neste município e também nos vizinhos Campos, Aperibé, Cambuci, Itaocara, Miracema, São Fidélis e São João da Barra, as empresas adotaram medidas de emergência, como compra de caminhões-pipa, abertura de poços-artesianos e construção de tanques de decantação.
Com o objetivo de ajudar as firmas, a Firjan enviou cartas ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e à governadora Rosinha Matheus (PSB), solicitando que seja adiado o prazo para pagamento de impostos até que a situação se normalize e também que sejam concedidas linhas de crédito especiais através do Banco do Brasil, para que as empresas possam se manter. Segundo a Firjan, 92% delas são de pequeno porte. Muitas são de extração de pedras decorativas, como mármore e granito. O Centro de Tecnologia Ambiental do sistema Firjan emitiu um parecer que recomenda o uso da água somente depois que o Ph e a carga orgânica passem por avaliações e sejam adequados.

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