São Paulo, 11 (AE) - Pesquisa trimestral realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revelou que 25% das empresas entrevistadas, de um universo de 359 estabelecimentos, manifestou intenção de fazer novas contratações nos próximos 90 dias. Esta é a primeira vez desde julho do ano passado que a pesquisa aponta para uma possibilidade de aumento de postos de trabalho. Cerca de 13% informaram que pretendem dispensar funcionários e 62% não devem fazer alterações no quadro de empregados.
"Isto mostra que o cenário está um pouco mais desanuviado e permite maior otimismo", afirmou Clarice Seibel, diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, responsável pelo estudo. De acordo com Clarice, a decisão do empresário em admitir novos funcionários, levando em conta a carga de tributos prevista na legislação trabalhista, é um fato a ser comemorado e reflete a existência de um ambiente econômico mais favorável. O levantamento sobre as expectativas das empresas para o segundo trimestre foi feito nos dias 30, 31 de março e 3 de abril com indústrias de micro, pequeno, médio e grande portes do Estado de São Paulo.
Outro dado considerado positivo pela Fiesp foi a expectativa de 26% dos empresários de que o número de linhas de crédito para investimento aumentará, contra apenas 7% que não acreditam na ampliação dos empréstimos. Além disso, 49% esperam um aumento da necessidade de capital de giro das empresas, enquanto 4% acham que vai diminuir. O contingente de empresários que apostam na redução da inadimplência de clientes é de 16%, diante de 15% que acreditam no aumento do calote.
Com relação às vendas, 59% estimam que elas tenham uma elevação, mesmo com o aumento do custo de produção, enquanto 4% esperam uma queda. Outros 57% acreditam na ampliação da carteira de pedidos, contra 7% que esperam uma redução.
Transferência - A pesquisa da Fiesp revelou também que 88% das 359 empresas consultadas não têm intenção em se transferir do Estado de São Paulo para outra unidade da federação. Cerca de 10%, entretanto, manifestaram intenção de deixar o Estado. O principal motivo apontado para a mudança foi a expansão dos negócios (36%), seguido pelo aumento da violência (17%). Outros 16% alegaram que pretendiam obter uma redução dos impostos e 13% afirmaram não possuir incentivo na prefeitura local para permanecer. Sete por cento estão em busca de redução de custo e 6% querem ficar mais próximos de seus clientes. Contudo, 22% das empresas pretendem abrir filiais em outros Estados mas permanecer com a matriz em São Paulo, contra 77% que não têm a mesma intenção.

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