Os maiores consumidores de energia elétrica de Mato Grosso do Sul (fábricas de cimento, frigoríficos e esmagadoras de soja, principalmente) tiveram que alterar ontem o horário de trabalho para evitar cortes no fornecimento de energia elétrica no Estado. O corte de energia, no entanto, ainda não é uma hipótese afastada para hoje. O revezamento do horário de funcionamento das empresas - para que não coincidisse com os horários de pico de consumo da população em geral - foi orientado pela Enersul (Empresa Energética de MS).
A CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) pediu ontem aos consumidores do Rio Grande do Sul para evitar ligar chuveiro, ferro de passar, máquina de lavar roupa e aparelho de ar-condicionado, por período demorado, entre 18 e 21 horas.
A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) informou ontem que o atentado à torre de Furnas não cortou o fornecimento de energia no Estado. ‘‘Preventivamente, negociamos com as indústrias um ‘‘racionamento branco’, para que, no horário de pico, mantenham apenas os serviços essenciais ligados’’, disse o engenheiro Paulo Cavalheiro, coordenador de transmissão.

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