Indústrias deixam de produzir 10,8 mil toneladas de óleo de soja
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Márcia De Chiara 
São Paulo, 28 (AE) - Em dois dias de greve nacional de caminhoneiros, as indústrias processadoras de soja deixaram de produzir 10,8 mil toneladas de óleo e 44 mil toneladas de farelo em todo o País, nas contas do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de àleos Vegetais (Abiove), César Borges de Souza.
Ele conta, por exemplo, que empresas como Cargill, Coimbra, Ceval, Coamo, Caramuru, entre outras, estão com problemas para processar o grão e estão com cerca de 40% da produção parada. Segundo Souza, além da soja, faltam matérias-primas como o solvente hexano (derivado de petróleo) e o óleo combustível para fazer vapor na caldeira. "Há ainda aquelas empresas que estão conseguindo obter todo as as matérias-primas, mas não conseguem embarcar o produto." O presidente da Abiove pondera que, pelo fato do seu produto não ser perecível, não haverá perda, apenas postergação das entregas. Se, mais para frente, o produto não for absorvido pelo mercado interno, ele poderá ser destinado à exportação.


