Indústrias contestam dados da Saúde
Indústrias contestam dados da Saúde
Laboratórios farmacêuticos contestam as informações divulgadas na CPI dos Medicamentos sobre os indícios de superfaturamento na importação de princípios ativos de seus remédios. Em documento repassado pelo Ministério da Saúde à CPI, consta a informação de que o princípio ativo cloridato de ambroxol, por exemplo, teria sido importado pelo laboratório alemão Knoll/Basf por US$ 1.382,33 o quilo, em 99.
Segundo Rodolfo Viana, diretor-financeiro da empresa, o valor divulgado está errado. O laboratório, afirma ele, comprou, em 99, o princípio ativo de um fornecedor italiano por US$ 151 o quilo.
O diretor-presidente da Asta Médica, Odnir Finotti, nega irregularidades na importação da nimesulida. O documento do ministério informa que o laboratório comprou o quilo desse princípio ativo por US$ 849,63, da coligada Helsinn. No mercado internacional, o preço médio da substância seria de US$ 389,93.
Compramos de nossa coligada porque foi ela quem descobriu a substância. Qualquer outro fornecedor está vendendo uma cópia, e não temos informação sobre a qualidade dessas cópias, diz. Nossa empresa teve que dispor de um grande investimento em pesquisa para criar a substância, diz ele, ao explicar a diferença de preço entre a substância vendida pela Helsinn e as outras disponíveis.
A CPI também apresentou uma lista de remédios que mais tiveram seus preços reajustados de agosto de 94 a junho de 99. Entre os produtos, foi citado o Diazepan, da Novaquímica/Sigma, que aumentou 229,86% no período. Carlo Oliani, diretor-operacional do laboratório, disse que a Novaquímica, produtora do Diazepan, foi comprada em 97 pela Sigma. Tenho informações somente a partir desse período.
Segundo ele, entre janeiro de 97 e janeiro deste ano, houve um aumento de 104% no preço de fábrica do produto. A Novaquímica estava no vermelho quando a adquirimos. Tivemos de recalcular os preços de todos os produtos. Alguns aumentaram. Outros diminuíram. Ele cita o medicamento Proflox, lançado em junho de 98 ao preço de R$ 27,60. Hoje, segundo ele, o valor da droga caiu para R$ 10,84. Percebemos que a margem de lucro sobre esse produto estava muito alta, afirma. (A.F.)





