uma alta de 25,08% nas vendas industriais. O Rio registrou uma alta de 3,61%, Minas Gerais teve 1,25% de alta, o Espírito Santo 9,04% e a indústria paulista teve uma queda nas vendas de 0 31%. Empregos - A queda de 6,03% no número de empregos é mais elevada do que as últimas quedas registradas em 1998 (5,95%) e 1997 (4 90%). A CNI conclui que esse resultado "advém da conjugação do processo de modernização da indústria com a recessão da economia". O Estado que registrou a maior queda de salários líquidos reais foi o Amazonas, com uma redução acumulada de 24,25%. O Estado da Bahia, que foi o que registrou o maior número de vendas, teve uma queda salarial de 10,05%. Em São Paulo, a queda salarial dos empregados do setor foi de 8,77%. O nível médio de utilização da capacidade instalada da indústria de transformação brasileira manteve-se no ano passado igual ao registrado em 1998, com uma média de 78,2%. No mês de dezembro do ano passado, esse nível médio atingiu 80% da capacidade instalada, o que significou um crescimento de 0,80 ponto porcentual em relação ao mês de novembro. Ocupação - De acordo com o boletim da CNI, o índice de ocupação de dezembro foi igual ao de maio, quando a indústria operou com o mais alto nível de utilização da capacidade, desde março de 1995. Ferreira afirmou que esta recuperação vai "estimular" a abertura de novos postos de trabalho. Apesar das dificuldades encontradas pelos exportadores brasileiros, como a alta carga de impostos e barreiras protecionistas em outros mercados, Ferreira acredita que a balança comercial brasileira deve fechar o ano com um superávit de US$ 2 bilhões. A projeção do governo é de um superávit entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões. "Nós sempre somos mais cautelosos e realistas do que o governo", comentou. Com relação aos juros, Ferreira afirmou que ainda existe uma margem para a redução da taxa Selic, que hoje é de 19%, por parte do Comitê de Política Monetária do Banco Central. "Nós gostaríamos que esse processo de queda das taxas de juros fosse acelerado", disse o presidente da CNI. Ele acredita que o Copom poderá reduzir até o final do ano a taxa Selic para 12%. Na opinião de Ferreira, esse seria um "número palatável" para a indústria.Por Renato Andrade Brasília, 10 (AE) - As vendas da indústria brasileira cresceram 1,05% no ano passado em comparação com o volume de vendas registrado em 1998. A informação consta do boletim Indicadores Industriais divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o presidente da entidade, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, o crescimento quase compensou a queda de 1,58% registrada em 1998 sobre 97. Apesar dessa recuperação, os índices de emprego e salário registraram queda. O número de empregos foi reduzido em 6,03% e a massa salarial dos empregados na indústria registrou queda de 9,38%, no acumulado do ano passado. Essa é a maior queda de massa salarial real apurada pela CNI, desde o início da pesquisa dos Indicadores Industriais, que começou em 1992. Ferreira disse estar confiante na manutenção desse processo de recuperação das vendas do setor. A CNI trabalha com a perspectiva de um crescimento de 4% no faturamento da indústria brasileira em 2000 e um crescimento do PIB de 3%. "Essas expectativas são fundamentadas em números e pesquisas, e não com base no achismo", afirmou. De acordo com o boletim, as vendas reais da indústria de transformação registraram uma queda de 4,74% em dezembro do ano passado, na comparação com novembro. Na avaliação da entidade essa queda segue o padrão industrial, já que no último mês do ano já foram concluídas as encomendas do comércio para as vendas de Natal. O faturamento por sua vez registrou alta de 4,19%. Na comparação com 1998, a CNI destaca que oito Estados registraram variação positiva em suas vendas, com especial destaque para as indústrias instaladas na Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A Bahia registrou, no acumulado do ano passado

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