Indústria tabagista não poderá patrocinar evento, reafirma Serra
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quinta-feira, 25 de maio de 2000
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
O ministro da Saúde, José Serra, disse ontem não ser contra as atividades esportivas e culturais patrocinadas por fabricantes de cigarros, mas elas não poderão mais receber apoio da indústria tabagista. Serra anunciou anteontem o envio ao Congresso de um projeto de lei que proíbe a veiculação de propaganda de cigarro na televisão, mídia impressa, rádio, tv e eventos esportivos e culturais. Por que não fazem eventos esportivos patrocinados pela cocaína, a heroína ou o crack, que é a droga popular?, questionou.
Caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, a lei vai dificultar a realização de eventos como o Free Jazz e as etapas nacionais da Fórmula Indy e da Fórmula 1.
Para Serra, o fato de a fabricação de cigarros ser legal no Brasil não impede a proibição da propaganda e do patrocínio. Daqui a pouco vão dizer que estou contra eventos de esporte e cultura, mas estou é a favor da saúde e dos jovens: cigarro é droga.
Segundo Serra, 90% das pessoas que fumam começam a fazer isso antes dos 19 anos de idade. Por causa do cigarro, morrem nove pessoas por hora no Brasil, afirmou. Outra proposta prevê o aumento da tributação sobre cigarros e bebidas.
A Souza Cruz e a Philip Morris não quiseram se pronunciar sobre a proposta do governo.Se essa lei for aprovada teremos um grande problema para resolver, afirmou Gustavo Fonseca, diretor de marketing da Sport International Marketing, empresa responsável pela etapa brasileira da Fórmula Indy. Temos dez grandes patrocinadores e a Souza Cruz é um dos maiores.


