Indústria segue firme e cresce 7,9% nos últimos doze meses
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segunda-feira, 25 de outubro de 1999
por Rosangela Capozoli 
São Paulo, 26 (AE) - O desempenho negativo de 5,9% na produção física da indústria de alimentos em setembro sobre o mês anterior não desestimulou o setor. Pelo contrário, trata-se de um bom resultado considerando-se que a base de crescimento no mês de agosto foi muito alta, um acréscimo de 8%. Índice deste patamar ainda não havia sido registrado neste ano. O último maior crescimento da produção ocorreu em março de 1998. A análise é do economista da Associação Brasileira de Indústria de Alimentos (Abia), Dênis Ribeiro.
"Em setembro, a produção física historicamente é negativa comparada a agosto, porém foi um índice satisfatório", salienta o economista. Apesar de queda, o segmento mantém a projeção para o ano de crescer em torno de 4,5% no volume de vendas e no faturamento que atingiu US$ 71,3 bilhões no ano passado. Todos os índices apontam nesta direção. Tomando como base idêntico mês do ano passado, a indústria produziu 6,6% acima do volume computado em setembro de 1998 e o acumulado dos últimos doze meses fecha com alta de 7,9%.
Os primeiros nove meses encerram com taxa um pouco mais modesta, porém alta. O acumulado entre janeiro e setembro sai de 3,4% para 4,3% no mês seguinte. "O mercado continua firme", comenta Ribeiro. Evolução das exportações, queda nas taxas de juros e concessão de crédito foram os principais fatores apontados pelo economista para essa tendência de alta que vem se mantendo. "A política econômica tranquiliza o consumidor", acredita.


