São Paulo, 4 (AE) - De acordo com um levantamento sobre a atividade industrial dos fabricantes de resinas e dos transformadores de plásticos, que a Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim) está fazendo, os produtores de bens de plástico intermediários e de consumo final talvez adiem as compras de resinas, porque seus estoques podem suportar a produção de reposição, por causa do consumo no Natal.
Na verdade, os transformadores esperam também que os preços das matérias-primas caiam. Para esta quinzena, está programado aumento de 9% a 10% das resinas, por causa do reajuste da nafta, anunciado semana passada pelo ministério das Minas e Energia. Acontece que o valor da cotação do petróleo, em queda mundialmente, e a estabilização do dólar em baixa - esperada para janeiro, no Brasil -, tendem a reduzir o custo da nafta. Daí a expectativa de que o preço das resinas baixe.
Segundo a Abiquim, dos últimos 24 meses, o que fechou com estoques mais baixos foi o de dezembro passado. Por isso, informa a Abiquim, para as indústrias de resinas termoplásticas 2000 começa com produção em alta, principalmente para manutenção dos seus próprios estoques. Em dezembro de 1999, a indústria teve que administrar muito bem a produção de tipos de resina, pois a quebra de algumas unidades no País e a exportação favorecida pelo dólar em alta fizeram com que faltassem matérias-primas plásticas no mercado interno.
Em dezembro de 1998, a desconfiança causada pela crise russa fez com que as compras de resinas no Brasil fossem feitas na última hora, pelos transformadores de plásticos. Em janeiro do ano passado, os estoques da indústria conseguiram manter o fornecimento à transformação que, apesar da crise cambial brasileira, produziu melhor do que em anos anteriores, analisa a Abiquim.