Indústria rejeita proposta de venda de vacina contra aftosa a R$ 0,50
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quinta-feira, 13 de maio de 1999
Por Renato Andrade 
Belo Horizonte, 14 (AE) - A proposta do secretário de Agricultura de Minas Gerais, Raul Belém, de venda de vacinas contra febre aftosa ao preço único de R$ 0,50 a dose, não foi aceita pelos laboratórios associados ao Sindicato Nacional das Indústrias de Defensivos Animais (Sindan). O presidente da entidade, Nelson Antunes, disse que os laboratórios avaliaram que a proposta não seria interessante, optando por uma negociação caso a caso. "As empresas preferem fazer a negociação diretamente com as cooperativas", disse.
Antunes participou na quarta-feira de uma reunião com o secretário mineiro, membros do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), cooperativas mineiras e de alguns laboratórios, discutindo o reajuste no preço das vacinas. Ele ressalta que a venda das vacinas ao preço de R$ 0,50 poderia criar problemas para os laboratórios junto aos representantes de outros Estados que já compraram as vacinas com preços variando entre R$ 0,56 e R$ 0,60. "A criação de um preço especial para as cooperativas de Minas poderia criar um impasse com os agentes que já adquiriram as vacinas", lembra. Antunes lembra que apenas Minas e Goiás estariam questionando o reajuste das vacinas.
O diretor técnico do IMA, Altino Rodrigues Neto, também já foi informado sobre a decisão do Sindan. O IMA é o órgão responsável pelo programa de erradicação da febre aftosa no Estado, mas não responde pelas negociações ou compra de vacinas, que são feitas pelas cooperativas.
A Cooperativa do Triângulo Mineiro (Cetrim) e a Associação das Cooperativas daquela região (Cotrim) são as duas entidades que reclamaram um preço mais baixo para as vacinas. Fontes da região garantiram que representantes dos laboratórios já estão na região iniciando as negociações com as duas entidades, que repassam as vacinas para seus cooperados.
O presidente do Sindan, Nelson Antunes, insiste que os laboratórios não poderão ser acusados de uma possível baixa no índice de vacinação em decorrência do reajuste de preços. "Os preços deste ano estão abaixo dos comercializados em 1997", insiste. Toda reclamação das cooperativas se dá porque as vacinas foram vendidas no ano passado a um preço médio de R$ 0 30. Antunes lembra que o ano passado foi atípico, já que houve um excesso nos estoques de vacina, o que forçou a queda dos preços.


