Curitiba- A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) afirmou que após a crise financeira mundial, o setor no Estado já vende 5% a menos desde novembro. O presidente da entidade, Rodrigo Rocha Loures, prevê que para 2009, a indústria parananense deve crescer entre 0% a 4% conforme as medidas de proteção que o governo federal venha a tomar contra a desaceleração da economia.
  De acordo com ele, no próximo ano, as empresas de primeira necessidade como alimentos e remédios não devem sofrer com redução de vendas. ‘‘Em outras áreas, o consumo pode cair acentuadamente caso o desemprego aumente’’, analisa Loures. O agronegócio, devido à falta de crédito e incertezas na comercialização, deve apresentar retração, ao lado da indústria automotiva. Até outubro, conforme a Fiep, a indústria cresceu 10% no período de 12 meses, um resultado considerado excelente pelos empresários.
  Loures ainda não sabe o balanço da indústria deste ano, mas garantiu que será o pior saldo dos últimos 10 anos, que 80% dos exportadores parananenses já estão em dificuldade comercial e que a quebra do círculo virtuoso de crescimento é eminente.
  Na última segunda-feira a Fiep declarou a jornalistas o seu descontentamento com a apatia do governo federal diante da crise.

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