Indústria gaúcha cresceU 4,2% em 99
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terça-feira, 08 de fevereiro de 2000
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 08 (AE) - A indústria gaúcha apresentou crescimento de 4,2% em 1999. A expansão, medida pelo Índice de Desempenho Industrial (IDI) da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), reverteu a previsão de queda de 2% feita pela entidade logo após a desvalorização do real no início do ano passado. Em 1998 o IDI havia avançado 1% sobre o exercício anterior.
O presidente da Fiergs, Francisco Renan Proença, atribuiu hoje o desempenho ao impacto positivo do ajuste cambial: aumento das exportações e retração das importações. No ano passado, pela primeira vez desde o início do Plano Real, os preços industriais também tiveram espaço para recuperação no mercado interno, disse o dirigente.
Renan Proença afirmou ainda que a redução das taxas de juros ao longo de 1999 proporcionou melhores condições de crédito para as indústrias. Outra razão para a expansão do IDI, segundo ele, foi a maturação de investimentos realizados nos anos anteriores no Estado.
O setor que apresentou melhor desempenho foi o de bebidas, que cresceu 35,89% puxado pelo segmento de vinhos, conforme a Fiergs. O setor têxtil beneficiou-se com o aumento de preços dos importados e avançou 18,05%, enquanto as indústrias químicas tiveram expansão de 16,39%. Os setores de vestuário, especialmente calçados, e de indústrias mecânicas, com ênfase no segmento de máquinas agrícolas, apresentaram resultados positivos de 11,06% e 10,81%, respectivamente.
A entidade também divulgou hoje um crescimento de 0,36% no Índice Conjuntural de Emprego Industrial (Icei) relativo a janeiro. Conforme Renan Proença, isso representa a criação de 1 8 mil novas vagas na indústria gaúcha no período. Em janeiro de 1999 houve redução de 2,7 mil postos de trabalho. Nos últimos 12 meses o setor contratou 4,82 mil novos trabalhadores, informou a Fiergs.


