Indústria farmacêutica aumenta exportações em 25% no 1º trimestre
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domingo, 11 de julho de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 12 (AE)- A indústria farmacêutica brasileira aumentou suas exportações em 25% no primeiro trimestre de 99 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informações divulgadas hoje pela Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), com base nos dados da Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República.
De acordo com a Abifarma, foi o quarto setor em crescimento até então, entre os segmentos que participam do Programa Especial de Exportações, lançado em setembro de 98 pelo governo federal. As expectativas da Abifarma são de repetir em 99 o resultado do ano passado, de US$ 200 milhões em exportações. Em 2000, diz a entidade, os planos são de crescer 10% as vendas para o exterior
e de chegar a US$ 250 milhões em 2001. Para a entidade, esse desempenho reflete os investimentos da indústria farmacêutica em modernização e ampliação de fábricas. De 1997 até o ano que vem, os investimentos do setor chegarão a US$ 1,3 bilhão.
Além disso, a posição estratégica do Brasil dentro do Mercosul dá ao segmento a oportunidade de se firmar como pólo exportador. Segundo a Abifarma, a indústria farmacêutica brasileira vem ganhando mercado na América Latina, e irão reforçar ainda mais essa posição através da exportação de produtos genéricos, que não exigem acesso ao corpo médico do país receptor, como é o caso de vendas de produtos de marca.
No ano passado, a Pfizer foi a maior exportadora brasileira, com vendas de US$ 39 milhões, seguida pela Schering do Brasil, com US$ 16,3 milhões. A Roche aparece em terceiro lugar, com US$ 12,5 milhões e a Hoecht foi a quarta colocada, com US$ 9 milhões.


