São Paulo, 08 (AE) - O programa de renovação da frota deverá ser criado, na melhor das hipóteses, até o final de outubro, segundo expectativa da indústria automobilística. Isto significa que haverá aumentos de preços entre o final de setembro, quando se encerra o prazo do acordo emergencial, e os dias que antecederem o programa de renovação da frota. Mesmo assim, quem não tiver um carro velho, com mais de 15 anos, não terá direito aos incentivos fiscais para comprar um novo. Ou seja, a maior parte dos consumidores pagará preços mais caros. O vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Pérsio Pastri, disse hoje, durante apresentação do desempenho do setor em agosto, que as empresas vão repassar aumentos de custos assim que terminar o programa emergencial, em 30 de setembro.
"Não sei se haverá tempo entre um programa e outro e, neste caso, haverá aumentos de preços", destacou Pastri. A Anfavea estima que a produção de veículos estará mantida nos níveis de agosto até novembro, mesmo com o aumento de preços. Os cálculos do setor indicam a produção de 1,4 milhão de unidades este ano, o que deve representar uma queda de 11% na comparação com o ano passado. A indústria trabalha hoje com a média diária de produção de 6.038 veículos. O ritmo representa uma capacidade ociosa de 46%, já que as montadoras estão preparadas para produzir 2,6 miljhões de veículos por ano.
Estoques - Com o aumento das vendas em agosto, o volume de estoques caiu em agosto. Fábricas e concessionários fecharam o mês com 126.460 veículos em estoque. O volume é suficiente para 33 dias de vendas. Em julho, o total de 127.718 unidades equivalia às vendas de 35 dias. Segundo a Anfavea, as vendas no varejo - dos concessionários para o consumidor - cresceram 6,7% em agosto, num total de 119.500 veículos.

mockup