Indústria e comercio registra crescimento recorde em Maringa
Marcos Zanatta
De Maringá
O movimento Repensando Maringá, que nasceu de um grupo de empresários e acabou na criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), começa a apresentar resultados considerados surpreendentes. Junto com o Programa de Desenvolvimento de Maringá (Prodem), implantado pela prefeitura há quase 3 anos, o Codem conseguiu viabilizar a recuperação e o avanço da economia local, principalmente em relação ao crescimento industrial e comercial da cidade. De janeiro de 1997 até junho passado, mais de 3 mil empresas se instalaram em Maringá. A maior parte atraída pelas vantagens oferecidas pelo Prodem.
Nos últimos dois anos e meio, os setores de indústria e comércio, aliados ao de serviços, cresceram mais de 300%, segundo a prefeitura. Quando foi criado o Prodem e com a posse da primeira diretoria do Codem, formada por lideranças empresariais voluntários, existiam 1.014 empresas registradas na Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Agricultura. Até o primeiro semestre deste ano, o número era de 4.125. Foram 3.111 empresas abertas no período. Foi o maior crescimento registrado na década, comemora o secretário Miguel Fuentes Salas.
Ele compara ainda que para cada empresa que encerra as atividades, duas novas abrem as portas. Salas diz que o que tem atraído as empresas para Maringá são as vantagens oferecidas pelo Prodem e as conquistas do Codem. O conselho conseguiu a Zona de Processamento Aduaneiro (ZPA), que dá tratamento diferenciado no recolhimento do ICMS para empresas que atuam no mercado externo e se instalam em Maringá. A ZPA já atraiu 18 empresas, gerando mais de 2 mil empregos e ampliando em mais de 90% a participação do município no ICMS.
O Prodem, que concede benefícios como isenção no recolhimento de impostos municipais, auxílio para a construção da planta industrial e outras vantagens, também tem atraído empresas. No total, calcula Salas, foram criados mais de 10 mil empregos, e boa parte das empresas ainda não opera com capacidade plena. Mas a atração se dá também pela infra-estrutura que estamos oferecendo, diz.
Além da localização estratégica de Maringá, o secretário cita as condições das estradas da região, a construção do novo aeroporto e os investimentos na qualidade de vida. Fomos obrigados a comprar uma área de 200 alqueires para atender a demanda de empresas que nos procura, revela. São 110 empresas esperando terrenos para se instalarem na cidade.





