Indústria do Rio registra recuo de vendas
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segunda-feira, 16 de agosto de 1999
Por Mônica Ciarelli 
Rio, 17 (AE) - As vendas da indústria do Rio de Janeiro caíram 2,12% entre junho e julho, acumulando um crescimento de 1 2% no ano. Apesar dos números negativos, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) estima que o setor possa encerrar 1999 com um crescimento de até 2% nas vendas. "A indústria mostra uma recuperação quando se olha para o resultado dos últimos 12 meses", explicou o presidente do Conselho Empresarial de Economia da Firjan, Carlos Mariani Bittencourt.
A pesquisa Indicadores Industriais divulgada hoje pela federação revela que as vendas do setor cresceram 4,9% no acumulado dos últimos 12 meses frente ao mesmo período do ano passado. O reaquecimento da economia, segundo ele, vai depender da continuidade da queda dos juros, principalmente, do crédito direto ao consumidor. A queda da inflação e a aprovação das reformas constitucionais são outros fatores apresentados por Bittencourt como fundamentais para a reativação da economia nos próximos meses.
O setor de bens de consumo vem puxando a lenta recuperação da indústria do Rio, especialmente, os segmentos beneficiados com a desvalorização cambial promovida pelo governo no início do ano. Entre eles, o de material elétrico, químico, material de transporte e têxtil.
Já os que apresentaram as piores quedas entre junho e julho foram as indústria de material mecânico, (43,31%), produtos farmacêuticos (29,90%), vestuário e calçados (5,17%) e minerais não-metálicos (4,87% ).
Os trabalhadores não estão sendo beneficiados pela recuperação do setor. O número de pessoal ocupado na indústria fluminense diminuiu 0,34% no mês de julho em relação a junho, o que representou a eliminação de 1,4 mil postos de trabalho. Já a comparação com o mesmo mês do ano passado mostrou retração de 9 8% do pessoal ocupado. O maior número de dispensas foi verificado nos setores de material de transporte (31,81%), mecânico (18,11%), de material plástico (12,79%), metalúrgico (10,71%) e de minerais não-metálicos (10,09%).


