A indústria farmacêutica deve manter os preços dos medicamentos inalterados nos próximos 20 a 30 dias, enquanto espera que o câmbio se estabilize, informou ontem o presidente da Abifarma (Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica), José Eduardo Bandeira de Mello.
Essa deve ser a proposta que os laboratórios apresentarão ao governo em reunião marcada para a próxima segunda-feira, em São Paulo. A Abifarma não participa da reunião, mas Mello tem se reunido com os empresários do setor.
O presidente da Abifarma disse esperar que o governo acene com alguma solução a médio prazo, porque a desvalorização do real tem impacto sobre o setor. ‘‘Há dois tipos de impacto sobre os preços dos medicamentos. O maior, sem dúvida, é sobre remédios que têm mercado pequeno, mas grande importância terapêutica’’, disse. Hormônios de crescimento e alguns tratamentos contra o câncer estariam entre esses casos. ‘‘Como vendem pouco, não vale a pena fabricar no Brasil, e o produto é 100% importado. Esses sofrem impacto com a desvalorização.
Mas a possibilidade de acordo não afastou o risco de haver aumentos ainda neste mês. Tanto é assim que as indústrias ainda não enviaram suas listas de preços para a revista ‘‘ABCFarma’’, uma lista de preços que é distribuída para todas as farmácias.

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